DIABETES - MITOS E REALIDADES
 

1. O objectivo principal da dieta do diabético é não comer açúcar

Não é verdade! A restrição de ingerir açúcar ou açucarados é apenas uma parte da chamada «dieta do diabético».
 

2. A diabetes tipo 2 é uma doença menos grave que a diabetes tipo 1

Não é verdade! A diabetes do tipo 2, se não for tratada como deve ser, constitui uma doença tão ou mais grave que a do tipo 1. O que leva à ideia errada de que a diabetes tipo 1 é mais grave, é o facto desta atingir com frequência crianças e jovens e da sua terapêutica estar associada à administração de insulina através de injecções!
 

3. A Diabetes é provocada pelo açúcar que se ingere! 

É falso! Como se sabe, as causas da diabetes são outras, já anteriormente explicadas.
No entanto, o açúcar consumido em excesso pode contribuir para uma alimentação errada e para a obesidade, que por sua vez pode levar ao aparecimento da Diabetes tipo 2.
 

4. A diabetes do tipo 1 ocorre sempre em crianças e jovens e a Diabetes tipo 2 é exclusiva dos adultos

Embora seja o habitual nem sempre assim se verifica. Com efeito, metade dos diabéticos adultos não gordos são, na realidade, do tipo 1 e esta diabetes do tipo 1 ocorre, também, em idosos.
Por seu lado, em situações bastante raras de diabetes familiar ou, em casos de obesidade, a diabetes da criança ou do jovem pode ser do tipo 2.
 

5. A insulina tem de ser injectada nas veias 

A insulina é injectada no tecido subcutâneo através da pele da barriga, das coxas ou dos braços, preferencialmente.
Só em situações de urgência e no hospital, é que pode ser administrada nos músculos ou nas veias (em perfusão contínua).
 

6. Uma vez iniciada a insulina o corpo habitua-se e não mais se pode deixá-la

Não é verdade e é um dos grandes receios dos diabéticos que necessitam de iniciar a insulina!
O que acontece é que se associa, por vezes, erradamente o conceito de insulino-dependência com habituação! O diabético insulino-dependente é dependente da insulina porque necessita dela para sobreviver pois o seu corpo (o pâncreas) não a produz! Por outro lado, alguns diabéticos do tipo 2 podem necessitar de tratamento com insulina durante alguns períodos e depois retomar a medicação anterior com comprimidos (por exemplo: diabéticos do tipo 2 que necessitam de ser internados ou que adoecem com outras doenças que os impedem de se alimentar convenientemente ou, ainda aqueles a quem os comprimidos não parecem estar a resultar). As grávidas diabéticas necessitam, por vezes de insulina durante a gravidez e, só muito raramente vêm a necessitar dela fora da gravidez.
 

7. Já há insulina em comprimidos

Infelizmente não é verdade que existam outras formas eficazes de administração de insulina sem ser através de «picadas»: seringas, dispositivos tipo canetas ou bombas de infusão contínua.

Fonte: APDP, Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal



 

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